Inicio de tudo.

Assim que ouvi a noticia, admito que falhei. Era 19 de novembro de 2008.
Quando a Dra. Examinou a mamografia da mamãe ela disse: ”Em minha opinião parece ser mesmo um câncer”.
Numa escala de 1 á 10, considerando 10 realmente fantástico e 1 totalmente inadequado, minha resposta mereceu, bem talvez -11.
“Puxa! Isso não parece ser nada bom” eu disse.
Tentei compensar aquele meu fraco desempenho inicial como filha, descobri que havia muita coisa que eu poderia fazer por ela.
Eu disse a ela que não importava o que iria acontecer, eu estaria com ela!A principio achei que minha tarefa era encontrar o melhor médico e um tratamento infalível para ela. Eu assumi as lutas estressantes em procura de médicos, exames, servir como uma concha acústica.
“Se o paciente tem um eco, alguém, contrastante, torna-se muito mais fácil, mesmo que ela não aceite seus conselhos” Dr. Justino me disse.
Virei companheira de consultas da mamãe. Aprendi que o simples ato de segurar sua mão, já podia fazer diferença. Eu ajudava mamãe a lembrar das perguntas, antes de cada visita médica. Se eu não podia ser a Sra.Concerta tudo, pelo menos eu poderia ser a Sra. Lembrete.

Continua...

1 Comentário:

Thiago Isac disse...

Quero ver o desenrolar dessa história do seu ponto de vista, apesar de saber q terminou com um final feliz. =D